Apple avalia integrar o modelo Gemini, do Google, em uma versão renovada da Siri, prevista para 2026. A possível parceria busca reduzir atrasos e aproximar a assistente da concorrência em inteligência artificial.
Apple considera terceirizar inteligência para acelerar a Siri
De acordo com fontes ouvidas pela Bloomberg, Apple mantém conversas iniciais com o Google para usar o Gemini, modelo de IA avançado já presente em diversos serviços da Alphabet. A proposta envolve criar uma Siri mais inteligente, capaz de entender contexto pessoal, executar comandos complexos e controlar dispositivos apenas com a voz.
O projeto de renovação da Siri, antes prometido para 2025, sofreu atrasos devido a dificuldades técnicas. Agora, a Apple precisa decidir se mantém sua própria tecnologia ou se aposta em um modelo externo. Além do Google, a empresa já conversou com Anthropic e OpenAI, avaliando modelos como Claude e ChatGPT, mas ainda não fechou acordo.
Mercado pressiona por avanços em inteligência artificial
Enquanto Apple hesita, rivais como Google e Samsung já lançaram celulares com assistentes de IA generativa, capazes de redigir textos, editar imagens e integrar dados de forma quase instantânea. A lentidão da Siri torna-se ainda mais evidente diante de comparações com o Google Assistant e a Alexa, que lidam melhor com solicitações múltiplas e interações com aplicativos de terceiros.
O impacto do rumor foi imediato: as ações da Alphabet subiram cerca de 3,7% e as da Apple avançaram 1,6% logo após a divulgação das tratativas. Para investidores, a aproximação entre as gigantes pode marcar uma mudança estratégica na corrida da inteligência artificial.
O que esperar da Siri 2.0
Caso opte por integrar o Gemini, Apple deve processar as interações em sua própria nuvem privada, preservando o controle sobre a execução e reforçando a privacidade dos usuários. Isso significa que a Siri passaria a contar com inteligência terceirizada, mas sem abrir mão de um dos principais pilares da marca: a proteção de dados.
Além disso, a nova Siri poderá ser o centro de um ecossistema de IA mais amplo, integrando o Apple Intelligence — lançado em 2024 — a modelos externos. Se confirmada, essa estratégia pode reposicionar a Apple na disputa global por relevância em inteligência artificial, oferecendo aos usuários uma assistente mais ágil e competitiva já em 2026.
