Ex-gerente de produto da Meta afirma que a empresa burlou proteções da Apple, enganou anunciantes e o demitiu por denunciar essas práticas internamente.
Apple impôs bloqueios que atingiram a Meta
Desde 2021, a Apple exige consentimento explícito para rastrear usuários em apps. Esse mecanismo, chamado App Tracking Transparency (ATT), reduziu o acesso da Meta a dados valiosos. A Meta estimou perdas em US$ 10 bilhões por ano.
Meta burlar regras e inflar resultados de anúncios
Segundo o ex-funcionário Samujjal Purkayastha, a Meta ignorou o consentimento dos usuários e rastreou-os mesmo após a recusa. Ele relata que a empresa usou “deterministic matching”, uma técnica que correlaciona dados identificáveis para rastrear atividade entre diferentes plataformas.
Além disso, a Meta inflou os resultados de anúncios “Shops Ads” em até 19 %, incluindo valores brutos — como impostos e frete — sem avisar os anunciantes .
Empresa e CEO negam acusações
A Meta rejeita acusações e afirma que demitiu Purkayastha por questões de desempenho e por participar de cortes na empresa. Alega que o uso de códigos de rastreamento e os subsídios aos anúncios foram comuns e conhecidos internamente.
Tribunal rejeita liminar, mas autoriza julgamento completo
O tribunal britânico considerou que a reclamação de demissão injusta tem mérito suficiente, mas negou o pedido de reintegração imediata. O caso segue agora para uma audiência completa nos próximos meses.
Impacto para anunciantes e usuários
Esse caso ressalta como a Meta tentou contornar regras da Apple e inflar métricas. Por um lado, empresas anunciam com relatórios distorcidos. Por outro, usuários perdem controle sobre seus dados. A transparência e a justiça ficam ameaçadas.
